Às vezes, o melhor ensaio nasce quando você nem tava planejando nada.
A Beca e o João estavam só vivendo o dia… eu também.
Aí a gente cruza um estacionamento de supermercado — cinza, comum, zero glamour — e, do nada, vira cinema.
Virou cena. Virou história.
E sabe qual é a brisa disso tudo?
Que referência boa não vem só quando você senta pra estudar. Vem do que você consome no dia a dia. Dos filmes que te marcam, das cenas que grudam na memória, das coisas que te dão tesão visual e que, quando menos espera, pá: viram fotografia.
É por isso que eu bato tanto na tecla da gente se alimentar de coisa que realmente faz sentido pra gente.
Coisa que conversa com a nossa alma criativa, com o nosso olhar, com o que a gente quer expressar no mundo.
Porque quando você tá conectado com isso…
Você não precisa de locação perfeita.
Você não precisa de roteiro pronto.
Você só precisa estar presente.
A liberdade de criar nasce nesse desapego:
deixar de querer controlar tudo, e abrir espaço pra sentir o momento.
E quando você sente… a fotografia acontece sozinha.
Então, pra quem tá lendo aqui:
consuma coisas que te movem, não só o que o algoritmo empurra.
Assista filmes que te tocam.
Repare nas luzes, nos silêncios, nas pausas.
E, principalmente, viva — porque o que você vive vira o que você fotografa.
No fim das contas, o fotógrafo que mais” cresce” não é só o que tem tudo planejado…
é o que tá atento.
É o que tá disponível.
É o que não tem medo de viver o caos bonito do improviso.
E às vezes, mano… é só isso que separa uma foto comum de uma cena que arrepia.